sexta-feira, 22 de junho de 2012

Prefeitura de Itaboraí faz parceria com universidade americana sobre prevenção de HIV/DSTs em jovens especiais


A Universidade de Columbia, sediada em Nova York (EUA), em parceria com a Prefeitura de Itaboraí, está desenvolvendo no município um projeto de intervenção para prevenir adolescentes, com problemas de saúde mental, sobre HIV e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

De acordo com o coordenador municipal do programa de Saúde Mental, Marcos Roca Campos, a implantação deste projeto em Itaboraí partiu de um estudo feito pelo Estado do Rio de Janeiro que apontou a boa estrutura de serviços de saúde mental para criança e adolescentes entre 13 à 18 anos. “A intenção é abordar a sexualidade de forma apropriada e promover práticas sexuais mais seguras entre jovens com problemas de saúde mental, reduzindo as práticas sexuais de risco”, afirma Campos.

Funcionários do Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ambulatório de saúde mental, postos de saúde, familiares, educadores, representantes do Conselho Tutelar, assistentes sociais e membros da comunidade que prestam assistência a adolescentes com problemas mentais implantarão o projeto nas comunidades com maior demanda. Cada grupo será composto de 6 a 18 pessoas.

Segundo a médica de família e diretora do projeto da universidade, Cristiane Borges, o projeto vai trabalhar a comunicação entre o adolescente e seus familiares. “O índice de relação sexual com risco à saúde, uso de drogas e gravidez precoce entre esse público é mais alto do que os demais grupos sociais. A maioria pensa que paciente com doença mental não faz sexo. É aí que está o perigo”, informa.
Ainda de acordo com a pesquisadora, o trabalho realizado pelo município servirá como indicador para outras cidades brasileiras, que queiram adotar um novo modelo de assistência familiar aos pacientes que sofrem de transtornos mentais. “A pesquisa é o início de uma colaboração que resultará em grande benefício para cidade. Itaboraí tornou-se um importante campo de pesquisa devido a boa cobertura do programa de saúde mental na cidade, proximidade da área urbana com a rural, mutabilidade populacional graças ao Comperj e, claro, boa vontade dos gestores da saúde em produzir conhecimento”, destacou.

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